Capítulo 026: Apresentando os "Amigos"
Três dias depois, Pérola buscou a família conforme o combinado. Com a influência da família Paes, não foi difícil conseguir uma ala em um hospital privado de alta segurança. Arthurzinho foi internado e, embora triste por se separar dos pais, comportou-se com maturidade ao ouvir que eles precisavam "trabalhar".
Pérola os instalou em um apartamento de luxo sob sua propriedade, com segurança reforçada e softwares de comunicação criptografados que ela mesma desenvolvera.
Às cinco da tarde, Pérola estava dirigindo com o casal no banco de trás. Eles pareciam preocupados com o filho, nunca haviam passado tanto tempo longe dele.
— Não se preocupem. O hospital ligará se houver qualquer novidade, e vocês também podem ligar — disse Pérola.
— Obrigada, senhorita — disse Alce. — É que nunca nos separamos dele por tanto tempo. Mas... a senhorita tem certeza de que não se sentirá prejudicada por nos ajudar tanto?
— Isso não é algo com que devam se preocupar. Eu disse que posso protegê-los, e não foi da boca para fora.
Nesse momento, o telefone de Pérola tocou. Era sua mãe, Cecília.
— Oi, mãe... Sim, estou a caminho, chego em quinze minutos... Não, são apenas dois amigos comuns... Tudo bem, beijo.
O casal no banco de trás se entreolhou surpreso.
Ela vai nos levar para conhecer a família dela?
Pérola já havia combinado o jantar com os pais. Ricardo e Cecília estavam ansiosos, achando que a filha finalmente apresentaria um pretendente. Quando entraram na cabine do restaurante, a expectativa dos pais caiu por terra ao verem um homem e uma mulher que claramente já formavam um casal.
— Pai, mãe, estes são Águia e Alce. Eles são casados e serão seus novos assistentes. O Lin acompanhará o papai por um tempo, e a Alce ficará com a mamãe.
A confusão foi geral. Pérola explicou calmamente: — Eles são amigos que conheci por acaso. O filho deles está doente e precisam de dinheiro para o tratamento, mas não aceitaram meu empréstimo. Como vocês estão sempre precisando de assistentes de confiança, achei que seria o arranjo perfeito.
Águia e Alce entenderam imediatamente: o cargo de "assistente" era apenas uma fachada. O objetivo real de Pérola era que eles agissem como guarda-costas para proteger os pais dela.
Pérola agia como se nada estivesse acontecendo: — Mãe, vamos pedir a comida? Estou com fome.
Apesar da desconfiança, Ricardo e Cecília aceitaram o pedido da filha. Ricardo, um homem de negócios experiente, percebeu que o casal à sua frente não era comum — eles sabiam esconder emoções como ninguém. No entanto, ele confiou no julgamento de Pérola.
— Se a Pérola os trouxe pessoalmente e os considera amigos, nós ajudaremos. Lin, você será meu assistente pessoal a partir de agora. Alce, cuide bem da minha esposa.
Após o jantar, Pérola emprestou seu carro para o casal e voltou para casa com os pais. O silêncio no carro era reflexo de uma compreensão tácita. Ricardo e Cecília não eram tolos; eles sentiam que algo estava mudando, mas decidiram apoiar a filha.
Naquela madrugada, no quarto principal da mansão Paes, Cecília sentou-se na cama, preocupada:
— Ricardo, o que você acha que a nossa Pérola está planejando com tudo isso?