《Renascida para Amar o CEO: Protegendo Meu Destino》Capítulo 025

PUBLICIDADE

Capítulo 025: Planos Iniciais

— Mamãe.

Ao entrar no pátio, Pérola viu um menino de cerca de cinco anos saindo da sala. Sob a luz, era visível sua palidez doentia e seu corpo franzino. Ele caminhava com passos instáveis, claramente debilitado pela saúde frágil.

Alce, ao ver o filho correr em sua direção, assustou-se e correu para ampará-lo, lançando um olhar de alerta para Pérola. Ela temia que o menino caísse, mas temia ainda mais que aquela desconhecida perigosa pudesse feri-lo. No mundo deles, estranhos eram sinônimo de ameaça.

Pérola apenas lançou um olhar indiferente para a criança e entrou calmamente na casa, demonstrando pouco interesse nele, o que fez Alce relaxar um pouco e segui-la com o filho no colo.

Águia convidou Pérola para sentar-se no sofá simples da sala. Alce, antes de se juntar a eles, acariciou a cabeça do filho, que observava Pérola com uma curiosidade sem medo.

— O papai e a mamãe têm negócios com a visita. Vá brincar no quarto, está bem, Arthurzinho?

O menino assentiu obedientemente e caminhou trôpego até o quarto, fechando a porta. Era uma criança extremamente bem-educada para a idade.

— Ele é muito comportado — comentou Pérola, uma observação casual que fez o coração dos pais disparar, temendo que ela pretendesse usar o menino como moeda de troca.

Alce trouxe um copo de água e sentou-se. Ela notou que, mesmo naquela sala humilde, a postura de Pérola era impecável, emanando uma elegância que só se cultiva em berço de ouro. O Águia percebeu o mesmo e foi direto ao ponto:

— Como devemos chamá-la? E qual o seu real propósito aqui? Já que nos encontrou, deve saber tudo sobre nosso passado.

— Sim, eu sei. Mas não se preocupem, ninguém mais encontrou este lugar ainda. Eu disse

ainda

.

O casal ficou tenso. Eles sabiam que era verdade; a organização acabaria por encontrá-los. Eles não temiam a morte, mas temiam pelo futuro do filho.

— Deixem-me apresentar: meu nome é Pérola Paes. Acredito que o nome não lhes seja estranho.

Ambos empalideceram: — A senhorita da família Paes?!

Eles sabiam quem ela era — a famosa musicista nacional e herdeira da linhagem mais poderosa de São Paulo. Mas nos registros dela constava apenas uma jovem dama refinada e "frágil". O que viram no portão — uma agilidade letal que superava profissionais treinados — não condizia com os boatos.

— E o que a senhorita Paes quer conosco? — perguntou o Águia, um pouco mais aliviado por saber que ela não era uma assassina de aluguel.

— Vim propor um negócio. Posso resolver o dilema de vocês. O maior problema que enfrentam é o tratamento médico e a educação do seu filho. Sem ele, vocês poderiam fugir facilmente, mas o tratamento dele exige que fiquem parados, o que os torna alvos fáceis. Eu posso oferecer a melhor estrutura médica, segurança para ele e novas identidades para vocês. Sob a minha proteção, ninguém ousará tocá-los.

O casal se calou. Havia uma arrogância e confiança no tom de Pérola que os fazia acreditar nela.

— E o que quer em troca? — perguntou o Águia.

— Trabalhem para mim por cinco anos.

Cinco anos era tempo suficiente para os planos de Pérola. Ela garantiu que não seriam atos criminosos, mas uma relação de emprego legítima com salário e benefícios.

Alce hesitou: — A senhorita não teme atrair problemas para si ao nos manter por perto?

Pérola riu levemente: — Acha que se eu tivesse medo, estaria aqui?

Alce sorriu amargamente. Ser mãe a tornara "mole", mas Pérola não parecia ter esse problema. Por fim, o Águia fechou o punho e declarou:

— Nós aceitamos!

 

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia