《Renascida para Amar o CEO: Protegendo Meu Destino》Capítulo 024

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Capítulo 024: O Propósito da Saída

Pérola dirigiu até uma zona degradada onde viviam trabalhadores imigrantes. Seu carro de luxo, embora o mais "discreto" da garagem dos Paes, ainda chamava a atenção nas ruelas estreitas.

Ela parou diante de um portão de madeira desgastado e bateu.

— Quem é? — perguntou uma voz feminina lá dentro, carregada de uma cautela quase imperceptível para ouvidos comuns.

Pérola não respondeu e continuou batendo com um ritmo constante. O portão se abriu e uma mulher de cerca de trinta anos espiou. Ao ver Pérola e o carro, ela ficou tensa.

— Quem a senhorita procura?

— Senhorita Alce, é um prazer — disse Pérola calmamente.

A mulher empalideceu. — Quem é você?!

Ela tentou atacar, mas Pérola foi mais rápida. Em um piscar de olhos, a adaga estava encostada na garganta da mulher. A velocidade foi tamanha que o deslocamento de ar cortou levemente a pele da mulher antes mesmo da lâmina tocar.

A mulher percebeu que estava diante de uma mestre. Pérola parecia uma jovem nobre e delicada, mas seus movimentos eram letais.

— Não se assuste, não tenho más intenções — disse Pérola.

— Com uma faca no meu pescoço, não parece — retrucou a mulher, imóvel.

Um homem saiu do pátio. — Se a senhorita não a matou instantaneamente, deve ter um motivo. Diga o que quer.

Era o Águia. Pérola os reconheceu. Na vida passada, ela soube da morte trágica dessa família de três pessoas — ex-assassinos que tentavam viver uma vida normal em São Paulo, mas foram caçados por sua antiga organização. Eles eram leais e honrados, apesar do passado sangrento. Pérola passara semanas rastreando o paradeiro deles para este momento.

— O Sr. Águia é direto — disse Pérola, recolhendo a adaga com um movimento fluido. — Peço desculpas pela abordagem, mas sei que, se não agisse primeiro, vocês não teriam piedade de mim. Vim para propor um negócio.

— Se é para negócios, entre e vamos conversar com calma — disse o Águia, embora seus olhos não saíssem da adaga de Pérola e o suor frio brotasse em sua testa. Ele percebeu que, se ela quisesse, ambos já estariam mortos.

A Alce limpou o filete de sangue no pescoço sem demonstrar dor. — Já que conhece nossas identidades, sua cautela é compreensível. Perdi porque minhas habilidades são inferiores às suas.

— Por favor, entre — convidou ela, abrindo caminho.

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