《Renascida para Amar o CEO: Protegendo Meu Destino》Capítulo 017

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Capítulo 017: O Regresso de Alto Perfil

A expressão de Arthur era de estranhamento. Não havia um laço afetivo tão profundo; por que sua irmã diria estar "animada" com a volta daqueles dois? Ele não conseguia acreditar, mas não via outra razão, a menos que fosse apenas uma desculpa para o erro na jardinagem.

Largando a tesoura, Pérola perguntou: — Quando diz que eles voltaram, quer dizer que estão para chegar ou que já pousaram?

— Já chegaram — respondeu Arthur, franzindo o cenho. — Na verdade, acho muito estranho. Por que voltaram sem nos avisar com antecedência? Só ligaram para o papai depois que saíram do avião. Tudo bem, eles já tinham dito há uma semana que viriam, mas...

— Maninha, você não faz ideia. Eles mal chegaram e já causaram um alvoroço na cidade. A internet está inundada com a notícia do retorno deles. Eles não são estrelas de cinema nem autoridades globais; por que fazer tanto barulho?

Arthur sabia que aquilo não era coincidência de paparazzi; era algo planejado. Em menos de meia hora, as notícias já estavam em todo lugar.

Pérola sentou-se em uma cadeira de descanso no jardim e Arthur a acompanhou. Ao ouvir o irmão, ela riu friamente por dentro.

Por que mais seria?

Um retorno triunfante servia para lembrar a todos que a família Paes, a mais influente de São Paulo, tinha outro filho além de seu pai.

Sem precisar olhar a internet, ela já sabia o teor das notícias: "O renomado investidor de risco Zeca Paes e sua namorada retornam ao país". As matérias omitiriam o fato de que Zeca era apenas um filho adotivo. O objetivo era criar uma imagem sólida para que, após eliminarem seus pais e Arthur, ele pudesse herdar o Grupo Paes sem resistência. Foi exatamente assim na vida passada.

Quanto ao silêncio sobre o horário do voo, era puro medo de que o pai dela, Ricardo (裴清), pudesse impedir o alarde. Na mente distorcida de Zeca, Ricardo estava sempre tentando impedi-lo de herdar a fortuna da família.

Seja legal ou moralmente, ele não tinha direito à sucessão, a menos que Ricardo a cedesse voluntariamente. Embora fosse chamado de "filho adotivo", Zeca fora praticamente criado por Ricardo. O falecido patriarca deixara para ele imóveis e uma pequena porcentagem de ações para garantir seu sustento vitalício, mas nunca o comando da família.

Contudo, Zeca acreditava que Ricardo o vigiava e tentaria abafar as notícias. Por isso, agiu nas sombras até o último minuto. Na realidade, ninguém se importava o suficiente para impedi-lo; no máximo, ficariam confusos com o comportamento dele, como Arthur estava agora.

Na vida passada, ninguém percebeu as intenções por trás desse espetáculo midiático porque os dois ficaram fora por muito tempo. As memórias deles eram de tempos de colégio. Ao voltarem, eles eram mestres em fingir, o que baixava a guarda de todos.

No futuro, eles justificariam o alarde dizendo que, como suas bases estavam no exterior, precisavam criar um "clima" favorável para se estabelecerem no país. Seguindo o estilo discreto das famílias Paes e Oliveira, os mais velhos apenas os repreenderiam verbalmente.

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Pérola sabia de tudo isso e não fez nada para impedir o retorno barulhento. Ela tinha seus motivos. Com suas habilidades atuais, fazê-los desaparecer seria fácil, mas seria um castigo leve demais.

Eles querem os holofotes? Pois eu lhes darei os holofotes! Deixarei que caminhem rumo à destruição sob a luz mais forte, perdendo a reputação e desejando a morte!

Pérola tomou um gole do chá quente trazido pela criada e disse calmamente: — Não tenho certeza. Talvez tenham sido fotografados por acaso.

— Maninha, você é tão ingênua.

Pérola parou a xícara no ar ao ver o olhar incrédulo do irmão. Na vida passada, por que Arthur foi o primeiro alvo? Por ser o herdeiro legítimo ou porque ele, tendo apenas cinco anos quando eles partiram, conseguia olhar para eles de forma mais objetiva e talvez tivesse descoberto algo?

Naquela época, o mundo de Pérola era apenas música. Ela não tinha tempo para outras pessoas ou assuntos.

— Não é ingenuidade, é você que vê maldade em tudo — disse ela. Pérola queria que Arthur fosse inteligente, mas não queria que ele fosse o primeiro a notar as intenções deles e se tornasse um alvo imediato. Deixaria que ele aprendesse sobre a "crueldade humana" no tempo certo, após ela resolver a situação.

O jovem suspirou: — O coração humano é complexo por natureza. Deixa para lá, maninha, fique no seu mundo da música, que deve ser puro. Não se preocupe com o resto.

Pérola o encarou com uma emoção complexa que Arthur não soube decifrar. — Por que está me olhando assim?

Ela desviou o olhar e sorriu: — Nada, apenas sinto que você cresceu.

Arthur fez uma careta. Ele tinha dezessete anos, quase dezoito. Já era um adulto, mas ela ainda o tratava como criança. — Maninha, sinto que você está estranha ultimamente. Fica olhando para nós com esse olhar indecifrável...

Pérola piscou e bebeu mais chá. — Impressão sua.

Nos primeiros dias após o renascimento, era difícil controlar as emoções, mas agora ela era uma mestre em ocultá-las. — Onde estão o papai e a mamãe?

Era fim de semana e Arthur não tinha aulas. Ricardo e Cecília também não deveriam estar trabalhando, mas não estavam em casa.

— Parece que houve um problema na empresa e o papai foi resolver. A mamãe foi junto. Com esse caos na internet, eles devem estar voltando logo.

 

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