《Herdeiro Estéril: Três Bebês e um Mistério》Capítulo 13

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As palavras de Arthur carregavam uma autoridade inquestionável.

Dona Lurdes ficou tão aterrorizada com a frieza no olhar dele que estancou o choro no mesmo instante.

Ela sabia muito bem que Arthur não estava brincando; com o poder que tinha, mandá-la com a família toda para a cadeia seria mais fácil do que esmagar uma formiga.

Após hesitar por um longo tempo, ela finalmente se levantou do chão.

Lançou-me um olhar carregado de rancor, pegou sua rede de plástico e fugiu dali, humilhada.

O quarto de hospital finalmente mergulhou no silêncio outra vez.

Arthur me ajudou a sentar na beira da cama.

"Não perca seu tempo se irritando com gente assim, não vale a pena", ele me consolou com doçura.

Balancei a cabeça negativamente e me apoiei em seu ombro.

"Não estou brava, só acho... um pouco triste. O laço de sangue é algo muito estranho às vezes. Pessoas que deveriam ser as mais próximas de você são capazes de fazer as coisas mais cruéis apenas por interesse".

Arthur me acolheu em seus braços, acariciando minhas costas com suavidade.

"De agora em diante, eles não vão mais te incomodar. Sua única família somos eu e nossos três futuros bebês".

Assenti, escondendo o rosto em seu peito, sentindo o calor e a segurança que ele me transmitia.

Após esse pequeno incidente, minha vida no hospital voltou a ser tranquila.

Arthur cumpriu o que prometeu.

Daquele dia em diante, Dona Lurdes nunca mais apareceu.

Mais tarde, ouvi Ricardo mencionar casualmente que Arthur não chegou a mandá-los para a prisão.

Em vez disso, usou algumas manobras comerciais para fazer com que a empresa de agiotagem desistisse voluntariamente da dívida de Hugo.

No entanto, ele também cortou radicalmente todas as fontes de renda da família Wen, fazendo-os sentir na pele o que significava a miséria absoluta.

Quanto a Hugo, sem o apoio financeiro da família e sendo preguiçoso como era, seu destino final era fácil de imaginar.

Para mim, aquele era o melhor desfecho possível; eu não queria mais nenhum envolvimento com eles.

Assim, passei o final da minha gravidez no hospital com total segurança.

Na 36ª semana, minha barriga estava tão grande que parecia um balão prestes a estourar.

Os médicos disseram que meu corpo havia chegado ao limite e não podíamos mais esperar; a cesariana precisava ser feita imediatamente.

A data da cirurgia foi marcada para três dias depois.

Foi um dia de sol radiante.

A família inteira compareceu.

Sr. Augusto e Dona Helena esperavam ansiosos do lado de fora do centro cirúrgico.

O rosto de cada um transparecia tensão e expectativa.

Antes de entrar na sala, Arthur segurou minha mão com força.

A palma da mão dele estava ensopada de suor; embora eu fosse a pessoa na mesa de cirurgia, ele parecia estar muito mais nervoso do que eu.

"Não tenha medo", ele sussurrou, inclinando-se para beijar minha testa.

"Estarei aqui fora te esperando o tempo todo. Você e os bebês vão sair daí sãos e salvos".

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Sorri e assenti com a cabeça.

"Pode deixar. Por você e por eles, eu ficarei bem".

Fui levada para a sala de cirurgia.

As luzes frias brilhavam sobre meu rosto, mas meu coração estava aquecido e em paz.

O anestesista aplicou a medicação e, logo, perdi a sensibilidade da cintura para baixo.

O cirurgião principal era experiente e agia com destreza.

Pude sentir o momento em que meu ventre foi aberto e, em seguida, uma leve pressão.

Então, ouvi o som mais maravilhoso do mundo.

"Uáaa!".

O choro agudo de um bebê ecoou na sala.

"Saiu! A primeira nasceu! É uma menina!", exclamou a enfermeira, radiante.

Minhas lágrimas transbordaram no mesmo instante. Logo em seguida, o segundo e o terceiro choro vieram um após o outro.

"Saiu mais um! É um menino!".

"E tem outro! Também é um menino!".

"Meu Deus! Trigêmeos! Dois meninos e uma menina! Todos saudáveis e a mãe também!".

A sala de cirurgia virou uma festa.

A enfermeira limpou os três pequenos bebês vermelhos, envolveu-os em mantas e trouxe-os até mim.

"Sra. Cavalcanti, veja só os seus bebês".

Esforcei-me para abrir bem os olhos e observar aquelas três vidinhas tão pequenas e delicadas.

Eles eram minúsculos e tinham as boquinhas se mexendo sem parar.

Aqueles eram os meus filhos, que habitaram meu ventre por nove meses.

Meu coração foi preenchido por uma felicidade avassaladora. Estendi a mão e toquei de leve seus rostinhos.

"Bebês, bem-vindos ao mundo. A mamãe ama vocês".

A cirurgia foi um sucesso total.

Quando fui levada para fora, Arthur foi o primeiro a correr em minha direção.

Ele nem olhou para as crianças primeiro; jogou-se ao lado da minha maca.

Segurou minha mão com os olhos vermelhos.

"Alicinha, você foi incrível. Obrigado por tudo", disse ele com a voz extremamente rouca.

Olhei para ele e sorri.

"Valeu a pena. Arthur, nós temos nossos filhos. Uma menina e dois meninos".

"Sério?", ele riu, enquanto as lágrimas caíam.

"Que bom... que maravilhoso...".

Ele se inclinou e me deu um beijo cheio de ternura nos lábios.

"Eu te amo, minha esposa".

Dona Helena e Sr. Augusto também se aproximaram.

Eles olhavam para os três bebês nas incubadoras, sem palavras de tanta emoção. Dona Helena chorava compulsivamente.

"Meus netinhos... minha netinha... a vovó finalmente conheceu vocês".

Ela estendia a mão com cautela, querendo tocar, mas com medo de machucá-los.

Era uma cena ao mesmo tempo engraçada e emocionante. Sr. Augusto, sempre tão sério, também estava com os olhos marejados.

Ele tocou o ombro de Arthur com a voz embargada.

"Arthur, você cresceu. Agora, você também é pai. Cuide bem da Alice e das crianças".

Arthur assentiu com convicção.

"Eu sei, pai".

O quarto de hospital transbordava felicidade e alegria.

Nossa família estava finalmente completa.

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