《Herdeiro Estéril: Três Bebês e um Mistério》Capítulo 09

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As palavras de Arthur foram como uma bomba explodindo na sala. Todos ficaram estáticos.

O rosto de Beatriz Lins perdeu a cor instantaneamente. Ela olhou para Arthur com incredulidade, com a voz trêmula.

"O que... o que você quer dizer com isso?"

Dona Helena também estava perplexa: "Arthur, que absurdo é esse que você está dizendo?"

Arthur não respondeu a elas; apenas baixou a cabeça e olhou para mim com ternura.

"Alicinha, conte a eles."

Entendi que o show estava prestes a começar. Levantei o olhar, encontrando o olhar em pânico de Beatriz, e propositalmente exibi um sorriso vitorioso e provocador.

"O que ele quer dizer é que o filho que carrego no meu ventre é do Arthur."

"Nós vamos ter nossos próprios bebês e, além disso, são trigêmeos."

Bum—

Beatriz sentiu sua mente ficar em branco e seu corpo vacilou, quase perdendo o equilíbrio.

Impossível!

Isso era absolutamente impossível!

Arthur claramente... claramente era estéril!

Foi ela quem planejou tudo pessoalmente!

Como ele poderia ter filhos?!

"Você está mentindo!" ela gritou de forma descontrolada. "Isso é impossível! O Arthur não pode de jeito nenhum..."

No meio da frase, ela percebeu bruscamente que havia falado demais e selou a boca imediatamente. Mas já era tarde demais. Os olhares de todos na sala se voltaram para ela no mesmo instante.

Os olhos afiados do Sr. Augusto se estreitaram, cheios de julgamento. O canto da boca de Arthur se curvou em um sarcasmo gélido.

"Ah?"

"Parece que a Srta. Lins conhece a minha condição física na palma da mão."

"Estou curioso para saber como você tinha tanta certeza de que eu 'não podia'."

O rosto de Beatriz tornou-se pálido como papel. Suor frio brotou em sua testa. Ela entrou em pânico. Não esperava que Arthur fosse virar o jogo contra ela.

"Eu... eu ouvi a Dona Helena dizer..." Em um lampejo de desespero, ela tentou culpar Dona Helena.

Dona Helena hesitou por um segundo e então assentiu: "Sim, eu contei para a Beatriz." Embora não entendesse a situação atual, ela instintivamente tentou proteger Beatriz.

Arthur soltou uma risada fria.

"É mesmo?"

Ele pegou o celular e deu play em uma gravação. Era a gravação da conversa que ele tivera há pouco no escritório com Ricardo. A voz clara de Ricardo saiu pelo aparelho.

"Sr. Cavalcanti, tudo foi devidamente investigado."

"Há três anos, o Dr. Marcos, do Hospital Santa Luzia, realmente recebeu uma transferência anônima de cinco milhões."

"Rastreamos o fluxo de capital e chegamos à conta de origem; a controladora real dessa conta é a Srta. Beatriz Lins, do Grupo Lins."

"Também encontramos registros de conversa do Dr. Marcos com um amigo próximo antes de ele emigrar, onde ele confessa ter aceitado dinheiro de Beatriz Lins para forjar o seu laudo médico."

"As provas são conclusivas. Beatriz Lins cometeu calúnia comercial e danos pessoais."

A gravação terminou e um silêncio mortal caiu sobre a sala. Cada frase, cada palavra, soou como uma marreta atingindo em cheio o coração de Beatriz. Seu rosto já não podia ser descrito apenas como pálido; era uma cor cadavérica. Ela tremia inteira e seus lábios oscilavam, incapazes de emitir uma única palavra.

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Acabou. Tudo tinha acabado. O plano que ela considerava impecável fora desmascarado daquela forma.

Dona Helena também estava atônita. Ela olhou incrédula para a moça ao seu lado, que sempre considerara sua futura nora. Ela jamais imaginaria que tudo aquilo fora obra dela!

Foi ela quem fizera seu próprio filho sofrer por três anos inteiros! Foi ela quem quase destruiu o casamento de seu filho! Foi ela quem a fez injustiçar a nora e quase expulsar os próprios netos de casa!

"Beatriz Lins!"

Dona Helena levantou-se bruscamente e desferiu um tapa violento no rosto de Beatriz. O estalo ecoou nítido na sala silenciosa. Beatriz virou o rosto com o impacto, e cinco marcas vermelhas surgiram instantaneamente em sua face.

"Sua mulher perversa!"

Dona Helena tremia de fúria, apontando para o nariz dela e gritando insultos.

"O que a nossa família te fez para você nos prejudicar tanto?"

"Eu devo ter ficado cega para considerar uma mulher com o coração de cobra como você uma boa pessoa!"

"Devolva os três anos de sofrimento do meu filho! Devolva os meus netos!"

Ela parecia fora de si, avançando contra Beatriz para agarrá-la e agredi-la. Beatriz, sem qualquer força para reagir, apenas protegia a cabeça e gritava.

"Ai! Pare de me bater! Pare!"

A sala virou uma confusão generalizada. Os empregados estavam paralisados, sem saber se deviam intervir. O Sr. Augusto permanecia com o rosto sombrio, em silêncio. Ele observava a cena com um olhar gélido.

Arthur apenas assistia friamente, sem qualquer sinal de simpatia pela figura miserável de Beatriz. Tudo aquilo era consequência das próprias escolhas dela.

Aninhada nos braços de Arthur, observei aquela mulher que há pouco se mostrava superior e arrogante agora ser humilhada como um rato de esgoto. Senti uma satisfação indescritível. Aquilo era o carma.

O escândalo durou muito tempo, até que Dona Helena se cansou e foi afastada pelos seguranças chamados pelo Sr. Augusto. Beatriz estava com o cabelo desgrenhado, as roupas rasgadas e o rosto e corpo cobertos de marcas de unhas; estava em um estado deplorável. Ela desabou no chão, com o olhar vago, como se tivesse perdido a alma.

O Sr. Augusto caminhou até ela, olhando-a de cima para baixo.

"Srta. Lins." Sua voz era fria como uma corrente de ar siberiana.

"A partir de hoje, o Grupo Cavalcanti encerrará toda e qualquer cooperação com o Grupo Lins."

"Além disso, abriremos formalmente um processo contra você."

"Aguarde a notificação judicial e, na prisão, reflita bem sobre tudo o que você fez."

Beatriz levantou a cabeça bruscamente, olhando para ele com pavor.

Encerrar a cooperação?

Abrir um processo?

Ser presa?

Ao longo dos anos, grande parte dos negócios da família Lins dependia do Grupo Cavalcanti.

Uma vez que os Cavalcanti retirassem o investimento e rompessem publicamente, as ações do Grupo Lins inevitavelmente despencariam, levando-os inclusive ao risco de falência!

E, uma vez condenada, ela enfrentaria o cárcere!

Sua vida estaria completamente arruinada!

"Não... não..." Ela rastejou desesperadamente até os pés do Sr. Augusto, abraçando suas pernas e implorando.

"Sr. Augusto, eu errei, eu realmente me arrependo!"

"Por favor, em nome do meu pai, me perdoe desta vez!"

"Eu nunca mais farei isso!"

O Sr. Augusto chutou a mão dela com desprezo.

"Tarde demais."

Ele proferiu as duas palavras friamente e ordenou aos seguranças: "Joguem-na para fora."

"Não! Eu não quero ir! Arthur! Arthur, me ajude!" Beatriz tentou agarrar Arthur loucamente.

"Eu fiz tudo isso porque eu te amava demais!"

Arthur olhou para ela com indiferença, com os olhos cheios de desprezo.

"O seu amor é simplesmente nojento."

Dito isso, ele não lhe deu mais nenhum olhar, abraçou-me e saiu.

Os gritos de desespero de Beatriz foram abafados pela porta fechada.

Uma conspiração meticulosamente planejada terminou de forma dramática.

E a história da nossa família estava apenas começando.

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