《Gelo e Fogo: O Renascimento de uma Estrela》Capítulo 11

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O medo a atingiu, e Larissa moveu os braços com ainda mais força. No entanto, o tubarão aproximava-se cada vez mais.

Em um momento decisivo, Sérgio mergulhou no mar sem hesitar, agarrou o braço dela e a levou em uma retirada rápida.

Os tripulantes no bote salva-vidas também perceberam o perigo e remarcaram com pressa, aumentando a velocidade. Por fim, foram puxados juntos para dentro do bote.

O tubarão rondou por alguns instantes não muito longe dali antes de submergir lentamente no oceano profundo.

Ainda em choque, Larissa desabou no bote, ofegante. Sérgio a abraçou apertado, tremendo por inteiro.

— Larissa, você me deu um susto mortal. Achei que nunca mais te veria...

Mas ela não hesitou por um segundo. Assim que recuperou um pouco de força, ela o empurrou violentamente, virando-se para se lançar ao mar novamente.

Sérgio, apavorado, agarrou as mãos dela com força e perguntou em voz alta:

— Você prefere servir de comida para tubarões a estar comigo?!

— Sim! — Os olhos de Larissa eram claros e cheios de determinação. — Mesmo que eu morra no mar e meus ossos desapareçam, eu não quero estar com você!

A respiração de Sérgio travou. A obsessão e a loucura em seus olhos desvaneceram pouco a pouco, substituídas por um cansaço e uma dor profundos.

Ele fechou os olhos, como se passasse por uma luta interna excruciante; quando os abriu novamente, sua voz estava extremamente rouca:

— Tudo bem... eu prometo. Vou te levar de volta para Nova York. Mas você também me promete: não faça mais nada perigoso.

Dizendo isso, ele tocou o rosto dela e encostou sua testa na dela, sussurrando:

— Mas Larissa, eu não vou desistir. Ainda vou me esforçar para que você me perdoe.

Dois dias depois, em um aeroporto particular em Nova York. Larissa desceu a escada do avião. Ela havia emagrecido muito e seu rosto estava pálido.

— Larissa! — Vitor Meireles avançou rapidamente e a envolveu em um abraço apertado. Nesses dias, ele mobilizara todos os seus contatos, quase sem dormir, e naquele momento finalmente sentia a presença real dela. Larissa fechou os olhos suavemente nos braços dele, e seus nervos, até então tensos, relaxaram.

Sérgio observava a cena em silêncio de dentro da cabine. Ele cerrou os punhos, contendo o impulso de sair e separá-los.

No mar, Larissa quase perdera a vida; ele não queria mais pressioná-la. Ele devia muito a ela.

Se ela se ferisse novamente por causa dele, ele jamais se perdoaria. Ele mudou sua estratégia, permanecendo em Nova York e acompanhando-a silenciosamente de longe.

Os dias passaram. Sob um treinamento profissional de reabilitação, o estado de Larissa recuperou-se gradualmente.

A notícia de que ela assinara contrato com o teatro de Vitor para ser a patinadora principal espalhou-se rapidamente, atraindo a atenção de inúmeros veículos de comunicação.

Finalmente, chegou o dia de sua primeira apresentação pública após o retorno.

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O teatro estava lotado. Larissa deslizou suavemente para o ringue, como uma borboleta dançando sobre o gelo.

Sérgio não se sentou na primeira fila desta vez; ele se escondeu na última, com os olhos fixos em cada movimento dela.

Após o término da apresentação, ele não resistiu e foi até os bastidores. Tomando coragem, ele ofereceu um buquê de flores.

Não eram rosas, símbolo de amor, mas sim jacintos roxos.

Na linguagem das flores, o jacinto roxo representa tristeza e arrependimento. Larissa olhou para as flores e depois para ele.

Desta vez, ela não recusou e aceitou o buquê suavemente.

Os olhos de Sérgio brilharam. — Larissa, você finalmente está disposta a me perdoar?

Antes que Larissa pudesse responder, uma discussão acalorada soou do lado de fora:

— Sinto muito, senhora, não é permitida a entrada nos bastidores sem autorização...

— Me solte! Eu estou grávida! Se machucarem o bebê, vocês vão se responsabilizar?!

Sérgio e Larissa viraram-se e viram Sabrina Mendes, com sua barriga de grávida à mostra, entrando diretamente, ignorando os protestos dos seguranças.

 

Sérgio instintivamente deu um passo à frente, colocando Larissa atrás de si, e lançou um olhar cortante para Sabrina:

— O que você veio fazer aqui?!

Sabrina não se intimidou e encarou o olhar dele, com uma das mãos acariciando suavemente o ventre saliente.

— Você é o pai do meu filho, não posso vir te procurar?

Sérgio sentiu um nó na garganta e respondeu com frieza:

— A família Viana arcará com todas as suas despesas durante a gravidez até que o bebê nasça em segurança. Agora, por favor, retire-se.

Sabrina deu um sorriso leve e sua mão inchada agarrou o braço dele.

— Foi a própria família Viana que me mandou vir. Sua mãe disse que você está fora há muito tempo e, agora que estou prestes a dar à luz, você deve voltar comigo imediatamente.

Sérgio franziu o cenho e afastou a mão dela.

— Eu não vou voltar com você.

Os olhos de Sabrina ficaram vermelhos instantaneamente e sua voz tornou-se embargada:

— Você tem coragem de deixar o seu filho nascer sem um pai por perto?

— Eu me responsabilizarei pela criança, mas não por você. — Sérgio lançou-lhe um olhar gelado. — Uma mulher malvada como você nunca será digna de entrar na família Viana.

Vendo que Sérgio não cedia, Sabrina voltou seu olhar para Larissa, com os olhos marejados:

— Srta. Queiroz, eu sei que não deveria estar aqui, mas... o Sérgio não atende minhas ligações e não se importa conosco. Por favor, pelo bem do bebê, devolva o Sérgio para mim...

Larissa, que observava tudo com indiferença, não aguentou mais.

— Por que me envolver nisso? Não me arrastem para a sujeira de vocês dois.

Ela voltou-se para Sérgio e disse seriamente:

— Eu realmente ia dizer que estou disposta a te perdoar. Mas não é por pena de você; é porque quero me libertar e me despedir definitivamente do passado. De agora em diante, por favor, não me procure mais.

Ela colocou o buquê de jacintos roxos sobre a penteadeira e partiu decididamente. Sérgio quis ir atrás dela, mas foi segurado firmemente pela cintura por Sabrina. Ele só pôde observar, impotente, Larissa distanciar-se cada vez mais.

Ao sair do teatro, Larissa avistou imediatamente Vitor, vestindo um belo terno branco, encostado em um carro esportivo. Ao vê-la, ele aproximou-se e deu-lhe um abraço caloroso.

— O teatro estava lotado para a sua re estreia, digno da minha rainha do gelo.

Larissa sorriu levemente e brincou:

— Não foi um ganha-ganha? O Sr. Meireles deve ter faturado alto esta noite, não?

Vitor abriu a porta do carro para ela com cavalheirismo, com um sorriso nos olhos:

— Sendo assim, não deveríamos comemorar adequadamente?

O carro partiu em direção a um observatório astronômico nos arredores da cidade. Era uma noite de primavera, com uma brisa suave e um céu estrelado deslumbrante. Vitor levou-a até um telescópio e sinalizou para que ela olhasse.

— Está vendo aquele planeta azul? — A voz dele era terna. — Eu o comprei e o batizei com o seu nome.

Larissa olhou surpresa para o planeta que emitia uma luz azul suave, sentindo uma onda de emoção no coração.

— Você me deu uma estrela.

Vitor olhou fixamente para o perfil dela e disse suavemente:

— Eu já disse que te amo. Se você quisesse as estrelas do céu, eu as colheria para você.

Ouvindo suas palavras sinceras, Larissa sentiu um canto de seu coração, há muito tempo adormecido, ser tocado gentilmente.

Ela apertou instintivamente o anel que ele lhe dera, pendurado em seu peito, e após uma longa luta interna, finalmente disse em voz baixa:

— Vitor... eu acho que estou pronta. Talvez... possamos tentar.

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