《Gelo e Fogo: O Renascimento de uma Estrela》Capítulo 7

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As ações do Grupo Viana continuaram a despencar em meio à tempestade na opinião pública.

Por vários dias consecutivos, abriram em queda livre, com o valor de mercado evaporando quase dez bilhões.

Embora a polícia tivesse emitido um comunicado oficial afirmando que Samuel Mendes assumiria sozinho a responsabilidade pelo crime, tal declaração obviamente não foi suficiente para acalmar a fúria do público.

【Claramente estão procurando um bode expiatório!】

【Os Viana controlam tudo com mão de ferro!】

【Justiça para Larissa Queiroz!】

【Casal de canalhas assassinos!】

Comentários semelhantes continuaram a borbulhar nas principais redes sociais. Internautas furiosos não apenas invadiram as contas oficiais do Grupo Viana, mas também expuseram todas as informações pessoais de Sérgio Viana e Sabrina Mendes. Alguém descobriu os clubes que Sérgio costumava frequentar, outro expôs os registros de compras de Sabrina, e houve quem passasse a persegui-los em cada lugar onde apareciam.

Nessa sangrenta tempestade mediática, o estado mental de Sabrina foi o primeiro a colapsar. Primeiro, ela passou a se trancar no quarto o dia todo, sem coragem de sair; depois, chegou ao ponto de gritar de pânico sempre que ouvia o toque de um celular. Após ela desmaiar três vezes consecutivas, Dona Silvana providenciou um jato particular durante a noite para enviá-la ao exterior para aguardar o parto.

— Vamos esperar a poeira baixar — disse Dona Silvana, observando o avião decolar enquanto massageava as têmporas, exausta.

Enquanto isso, Sérgio estava sentado em seu escritório vazio, hipnotizado pelo vídeo de Larissa Queiroz na tela do computador. Ele já havia assistido àquelas imagens inúmeras vezes, e cada vez era como se uma faca cega cortasse seu coração repetidamente. Cada olhar dela, cada palavra, o fazia sofrer profundamente.

— Sr. Viana, o departamento de tecnologia localizou o endereço IP. — O assistente especial entrou e colocou um relatório à sua frente. — Em um centro de reabilitação no Canadá. Este é o endereço exato.

Sérgio levantou-se quase instantaneamente. — Reserve o voo mais próximo para mim. — Ele murmurou em pensamento:

Larissa, espere por mim...

Era outono no Canadá, e as folhas de bordo cobriam as montanhas como um tapete de fogo. O centro de reabilitação, situado à beira de um lago tranquilo, estava envolto entre tons de dourado e carmesim, criando um cenário de sonho.

Na sala de fisioterapia, Larissa estava rangendo os dentes enquanto fazia exercícios para a perna. A dor intensa fazia o suor brotar em sua testa e escorrer pelo rosto pálido.

— Descanse um pouco.

Uma voz suave veio da porta, quebrando o silêncio da sala. Larissa ergueu a cabeça e viu Vitor Meireles encostado no batente. Ele vestia um suéter de cashmere cinza macio e mantinha uma postura ereta como um carvalho. Segurava uma xícara de chá de frutas fumegante, com um sorriso reconfortante no olhar.

— O que faz aqui? — Larissa ficou surpresa ao pegar a xícara que ele lhe oferecia.

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— Vim ver como minha rainha do gelo está se recuperando.

Vitor sentou-se ao lado dela e naturalmente assumiu o trabalho do fisioterapeuta. Seus dedos pressionaram com precisão a panturrilha dela, com a força exata. — Os ossos ainda não cicatrizaram completamente, não podemos ter pressa.

Larissa desviou o rosto, desconfortável, e afastou levemente a mão dele.

— O grande Vitor Meireles vindo pessoalmente ser meu fisioterapeuta... Eu não posso pagar por esse serviço.

— Então pague de outra forma — Vitor riu suavemente, com um olhar terno. — Por exemplo, aceite ser a protagonista do meu novo espetáculo.

Larissa estacou por um momento. Vitor era uma lenda no mundo da patinação artística; a marca de shows no gelo que ele fundara após se aposentar era aclamada mundialmente, e o teatro no gelo que ele construíra no Canadá era o santuário com que inúmeros patinadores sonhavam. Ser sua protagonista era o desejo de muitos artistas.

— No meu estado atual, temo que...

— Larissa — Vitor a interrompeu suavemente, com um olhar sério e firme. — Eu te conheço há quase dez anos. Desde a primeira vez que te vi competir internacionalmente, eu soube que o futuro da patinação artística seria dominado por você. O seu brilho jamais desaparecerá por causa de uma lesão.

Aquelas palavras fizeram os olhos de Larissa arderem. Ela baixou a cabeça e disse baixinho: — Obrigada. Vou considerar seriamente.

Os lábios de Vitor desenharam uma curva gentil: — O que você precisa fazer agora é focar em se curar e fazer a reabilitação. Eu estarei esperando, esperando você ser minha protagonista ideal.

Observando o sorriso caloroso dele, Larissa sentiu algo se agitar em seu peito, e uma pergunta guardada há muito tempo escapou de seus lábios:

— Vitor... por que você sempre é tão bom para mim?

 

Um sorriso leve surgiu nos lábios de Vitor, e seu olhar desviou-se suavemente para a janela.

— Porque você é a melhor parceira que já tive. Eu sempre soube disso.

Essas palavras casuais fizeram o coração de Larissa palpitar. Ela olhou para o perfil bem definido dele, e seus pensamentos voaram involuntariamente para aquela tarde, dez anos atrás.

Naquela época, ela acabara de entrar para a seleção nacional e era apenas uma integrante novata e desconhecida. No ringue secundário do ginásio de treinamento, ela praticava saltos sozinha, repetidamente.

— Incline o centro de gravidade um pouco mais para frente.

Uma voz clara soou subitamente, quebrando o silêncio do gelo. Larissa quase perdeu o equilíbrio de susto; ao se virar, viu um jovem de postura elegante parado do lado de fora da barreira. Ele vestia o uniforme da seleção, com feições distintas e uma aura nobre. Era Vitor Meireles, que na época já era aclamado por todo o país e chamado pela mídia de "O Príncipe do Gelo".

— Vitor... veterano Vitor? — Ela ficou tão nervosa que quase mordeu a língua.

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Vitor deu um sorriso leve, calçou os patins com agilidade e deslizou suavemente até ela.

— Estava te observando treinar há um tempo. Você tem talento, mas a forma como aplica a força precisa de ajustes.

Ele começou a demonstrar naturalmente, sua silhueta esguia traçando curvas elegantes no gelo.

— Seja decidida no salto, confie no seu corpo.

Larissa tentou saltar mais uma vez seguindo as instruções dele, e a estabilidade na aterrissagem realmente melhorou muito.

— Obrigada, veterano! — Ela agradeceu com entusiasmo, os olhos brilhando de excitação.

Vitor observou a alegria dela e disse subitamente: — Estou procurando uma nova parceira para a patinação em duplas na próxima temporada, quer tentar?

Aquelas palavras deixaram Larissa completamente atônita. Naquela época, Vitor já era campeão mundial, enquanto ela era apenas uma novata estreante.

— Por que eu? — perguntou ela, incrédula.

O olhar de Vitor caiu sobre as mãos dela, marcadas por calos de anos de treinamento, e sua voz soou calma, porém convicta:

— Eu sinto que você será uma parceira extraordinária.

E assim, Larissa tornou-se parceira de Vitor. Nos dois anos seguintes, ele a orientou pacientemente em cada detalhe técnico; nunca a criticava quando errava, e nunca economizava elogios quando ela progredia. Juntos, conquistaram troféu após troféu, tornando-se a dupla mais harmoniosa no gelo. Até o surgimento de Sérgio Viana. Por fim, ela escolheu a aposentadoria precoce e o casamento.

Vitor respeitou a decisão dela e, no dia do casamento, enviou um par de patins de alta performance personalizados como presente. No cartão, havia apenas uma linha simples: 【As portas estarão sempre abertas para quando quiser voltar, minha eterna parceira.】

Quem poderia imaginar que, após tantas reviravoltas do destino, ela estaria hoje novamente prestes a dividir o gelo com Vitor? Ela decidiu internamente que, desta vez, não decepcionaria as expectativas dele.

— Obrigada, Vitor — disse ela com sinceridade, erguendo o olhar e encontrando os olhos profundos dele.

Parecia que a mesma sintonia dos velhos tempos no gelo flutuava no ar novamente; bastava um olhar para entender o coração um do outro. A respiração de ambos falhou levemente ao mesmo tempo, e o ar ao redor tornou-se subitamente envolvente e quente.

Contudo, naquele momento, passos apressados soaram de longe. A porta foi aberta bruscamente, e uma silhueta alta surgiu contra a luz.

— Larissa!

Sérgio Viana estava ofegante, segurando firmemente um buquê de rosas que já parecia murcho. Ao ver Vitor ao lado da cadeira de rodas, sua expressão tornou-se instantaneamente sombria.

— O que você está fazendo aqui?

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